segunda-feira, 4 de abril de 2011


"Para Heidegger (1999), o homem vive em inter-relação com o mundo, para o qual ele se projeta, e ao mesmo tempo, participa de sua produção. Ao assumir o seu passado e lançar-se ao futuro, o ser humano afirma sua presença no mundo e toma em suas mãos o seu projeto para vir a ser, que dá sentido à sua vida, às suas opções e articulações."

Usando esta citação percebe-se que ao longo da nossa vida, como seres humanos que somos, precisamos nos organizar para concretizar nossos sonhos e para que isso seja possível nós desenvolvemos projetos a curto e a longo prazo, mas para que eles sejam concretizados precisamos aperfeiçoa-los, para assim moldalos de acordo com nossa realidade, tendo sempre o cuidado de usar o projeto a seu favor , não deixando que as novas idéias engessem seu trabalho, se as mesmas o levam para novos caminhos antes não imaginados.

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
Objetivo: Ensinar o aluno a ler o mundo para poder tranformá-lo.
Preconizava educar para conscientizar o aluno e procurava fazer isso entre as camadas mais populares, tornando o aluno mais crítico.
Para Freire o professor funciona como uma ponte para o aluno em direção a criação ou produção de conhecimento, pois segundo ele "ninguém ensina a ninguém, mas as pessoas não aprendem sozinhas. Os homens se educam entre si mediados pelo mundo."
Segundo Paulo Freire o aluno alfabetizado ou não, chega à escola levando uma cultura que não é melhor nem pior que a do professor, pois os dois lados aprenderão juntos.
"A valorização da cultura do aluno é a chave para o processo de conscientização preconizado por Paulo Freire, está no âmago de seu método de alfabetização."

O projeto recebe o nome de Amora numa relação simbólica entre as características deste "fruto", a transitividade inspirada pela palavra amora e o resultado que se pretende no processo pedagógico.
O projeto, por sua vez, pretende construir conhecimento a partir da inter-relação entre as múltiplas facetas das diferentes áreas do conhecimento, o que propicia a quem o constrói, uma visão ampla e interacional da realidade, também muito apreciada por integrar criativamente, afeto e cognição.
O Colégio de Aplicação da UFRGS tem procurado fazer de sua práxis pedagógica cotidiana um campo de investigação e reflexão permanentes, de onde emergem elementos úteis às trocas e à fertilização de novas práticas. Segundo Fazenda (1994, p.49), é preciso incentivar professores e propiciar infra-estrutura necessária para o seu desenvolvimento – onde se encontra o "germe de projetos interdisciplinares de ensino, em que a tônica é o diálogo e a marca, o encontro, a reciprocidade".

O Projeto Amora reúne tais características, aceitando os desafios que se originam dos processos de mudança, sobretudo aqueles que se colocam em duas instâncias:

a) nas relações que se dão no ambiente escolar entre professor/aluno, aluno/aluno, professor/ professor e professor/aluno/conhecimento, com vistas ao desenvolvimento de relações sociais, comprometidas não só com as essências singulares, mas com o coletivo;

b) nos conceitos de espaço e tempo, posto que há uma produção de conhecimento em progressão geométrica, num cenário em que as novas tecnologias são vistas não só como recurso poderoso na geração e manejo de informações mas, principalmente, como recurso original para a geração de novos conhecimentos e trocas, viabilizador de transformações substanciais na comunicação entre os homens.

O Projeto em desenvolvimento desde o final de 1995, iniciou com uma turma de 5a. Série. Sua expansão tanto para outros níveis da escola quanto para outras instituições dependerá da realidade das mesmas, no que se refere à faixa etária, disponibilidade e interesse de professores em construir uma nova proposta pedagógica. À medida que forem sendo desenvolvidas ações compartilhadas entre diferentes parceiros, presencialmente e à distância, pressupõe-se o crescimento de propostas alternativas ao ensino tradicional. Em 1996, o Projeto Amora teve como parceiros iniciais alunos e professores de escolas públicas estaduais e municipais dos bairros Restinga e Agronomia, limítrofes do Campus do Vale, na cidade de Porto Alegre/RS, onde o CAp está situado. Tais escolas, à época, faziam parte do sub-projeto "Sociedade do Conhecimento " que, por sua vez, integrava o Projeto Porto Alegre-Tecnópole (UFRGS/SE-RS/SMED-POA). Neste mesmo ano, o Projeto Amora ampliou sua parceria com o Laboratório de Estudos Cognitivos do Instituto de Psicologia -LEC/UFRGS - e passou a integrar o Projeto Educação à Distância em Ciência e Tecnologia - EducaDi/ CNPq , coordenado nacionalmente pela Profa. Dra. Léa da Cruz Fagundes (LEC/UFRGS). O EducaDi envolveu quatro núcleos (Rio Grande do Sul, São Paulo, Distrito Federal e Ceará), nos quais escolas das redes públicas estadual e municipal, interconectadas por Internet, desenvolvem projetos cooperativos à distância. Neste projeto, o Amora atuou como campo prioritário de investigação e testagem reflexiva de metodologias que incorporam as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) .

Projeto de Vida


São muitos os projetos que uma pessoa tem como meta para sua vida. Estes projetos podem ser grandes empreendimentos, como ter uma casa, um carro, mudar seu estilo de vida e também os menores, como começar uma dieta na próxima segunda feira, dar início a uma atividade física. Todos estes projetos são importantes para quem os estipula, mas o mais importante na vida é estar bem consigo mesmo, em todos os seguimentos de sua vida familiar e profissional, pois somente uma pessoa que se sente completa e bem sonsigo mesma é capaz de levar qualquer projeto de vida adiante.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pedro Demo Aborda os desafios da linguagem no século XXI

“Na escola, a criança escreve por que tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo. A linguagem do século XXI – tecnologia, internet – permite uma forma de aprendizado diferente. As próprias crianças trocam informações entre si, e a escola está longe disso.”
Portanto, vale lembrar que os professores devem de estar preparados para essas inovações, ou seja, linguagem de computador, pois os professores são figuras fundamentais nesse contexto, e não há como substituí-lo.
Afinal, “Ser professor não é dar aulas, não é instruir, é cuidar que o aluno aprenda.” Também, é importante cuidar do professor, arrumar uma pedagogia, onde novas linguagens, que tenha blog, que participe desse mundo.

O PROJETO POLÍTICO É O PANO DE FUNDO PARA A ESCOLHA DE UM SOFTWARE EDUCACIONAL?

O desenvolvimento de Software educacional ganhou um grande impulso nos últimos anos. Há alguns anos ,a escolha dos educadores restringia-se a duas opções:  Programa de Instrução Programada;  Linguagem de Programação Logo. A integração do computador ao ambiente escolar é uma questão complexa implica compreender o papel que o computador pode assumir no processo de ensino e aprendizagem. Este papel não é homogêneo, depende em grande parte das intenções do educador e das características do programa computacional que se pretende utilizar. A análise de algumas experiências usando a Linguagem Logo mostra a importância do Projeto Pedagógico para o desenvolvimento do trabalho em sala de aula e, principalmente para a compreensão da sua função no processo educacional (Freire, 1998). A falta de um contexto significativo de uso limita as potencialidades do Logo esgotando-as. Em algumas situações,esta foi a causa do abandono dessa linguagem de programação. As experiências com Logo, respaldadas por um Projeto Pedagógico bem delineado, permitiram a integração de outros aplicativos e programas computacionais ao trabalho de informática na educação e,ainda hoje, servem como referência. A sobrevivência de muitos softwares educacionais dependerá da existência de um projeto pedagógico. Um projeto origina de uma situação circunstancial que precisa de soluções e que tem algumas restrições que devem ser consideradas. O Projeto Pedagógico é uma organização aberta. Organização,porque procura articular as informações já conhecidas; e aberta, porque precisa integrar outros aspectos que somente surgiram durante a execução daquilo que foi projetado.O projeto é passível de modificações a qualquer momento, é dinâmico. A elaboração,execução e reformulação do projeto pedagógico é o que garante escolhas apropriadas no contexto da informática na educação. O Projeto Pedagógico norteia a escolha e o modo de aplicação de um software considerando, por um lado a natureza do conteúdo a ser desenvolvido e, por outro,os recursos disponíveis dos software. Esses podem ser combinados com outros materiais didáticos e dinâmicas de trabalho, contribuindo, assim, para o delineamento de situações de aprendizagem. Segundo Hernández : “ As escolas são instituições complexas,inscritas em círculos de pressões internas e,principalmente, externas,nas quais com frequência as inovações potenciais ficam presas na teia de aranha das modas”. Se quisermos que a Informática na Educação ultrapasse os limites do modismo, é preciso investir na transformação da escola para que ela possa abraçar novas iniciativas,contribuindo,assim para que tais propostas atinjam, d forma significativa, a ponta do processo educativo: os alunos. A novidade precisa ser trazida para dentro da escola e compreendida por toda a comunidade escolar. Nos limites da sala de aula,essa compreensão demanda níveis distintos de reflexão que estabelecem um continuum: a reflexão do educador a respeito do que ele faz na (e sobre) sua ação pedagógica e a reflexão que o aluno deve fazer sobre o que aprende provocada pelo educador.